Monday, December 30, 2013

Médico vê estado de Schumacher mais grave que o de Massa em 2009

Para Dr. Dino Altmann, diretor médico do GP do Brasil, acidente do
ex-piloto alemão é grave, mas ausência de segunda cirurgia é boa notícia

Por São Paulo
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Depois de ter sofrido uma queda, no domingo, enquanto praticava ski, o ex-pilotoMichael Schumacher passou por uma cirurgia e segue em estado grave, de acordo com os médicos. Em entrevista ao SporTV, o diretor médico do último GP do Brasil, dr. Dino Altmann, comentou o estado de saúde do heptacampeão. Na sua opinião, o caso do alemão é mais grave que o de Felipe Massa, em 2009. Naquele ano, durante treino para o GP da Hungria, o brasileiro foi atingido por uma mola, saída do carro de Rubens Barrichello em alta velocidade, e bateu contra a proteção de pneus.
- De alguma forma são parecidos, porque são dois traumatismos. Mas a mola pegou uma parte do cérebro do Felipe onde a resistência é maior, onde existem mais defesas ósseas. O trauma do Felipe, embora grave, foi bem mais leve que o do Schumacher. Mesmo sem saber exatamente a gravidade da lesão, a gente sabe que o Schumacher estava em estado agitado e não respondia a perguntas de jeito nenhum. Isso já mostra que foi um trauma bastante severo - afirmou o médico.
Dino Altmann, diretor da equipe médica do GP do Brasil (Foto: Reprodução/SporTV)Dino Altmann é diretor da equipe médica do GP do
Brasil (Foto: Reprodução/SporTV)
Na sua opinião, em casos como este, a primeira providência é impedir que o traumatismo craniano se torne ainda maior e, como foi feita apenas uma cirurgia, o alemão estaria em quadro estável neste momento.
- Existe o risco de uma lesão indireta, por causa do aumento da pressão craniana. Os vasos ficam comprimidos e diminui a oxigenação do cérebro. Isso causa mais lesão, por causa da falta de oxigenação. O objetivo da cirurgia foi descomprimir o cérebro. Isso se faz com cirurgia de retirada de coágulos ou até com retirada de uma parte óssea, para que o cérebro possa se expandir. Também se coloca uma agulha, para medir a pressão. Na evolução, se reduz a pressão craniana ao nível ideal, para que o sangue possa chegar ao cérebro, não causando mais lesões secundárias. Ou seja, que não seja maior do que a lesão provocada pelo próprio acidente. As avaliações são feitas de minuto a minuto. Pode ser feita uma segunda cirurgia para melhorar a circulação de sangue no cérebro. Se ele não teve uma segunda cirurgia nessas primeiras horas, isso significa que a pressão craniana está sob controle. Quanto mais tempo passar sem uma outra cirurgia, é melhor para o Schumacher. Isso significa que as condições são ideais para a sua recuperação.
Michael Schumacher estreou na Fórmula 1 em 1991 e deixou a categoria no fim de 2006. Retornou em 2010 e disputou mais duas temporadas pela Mercedes, abandonando as pistas definitivamente em 2012. O alemão conquistou sete títulos mundiais (1994, 95, 2000, 01, 02, 03 e 04), além de ser o recordista de vitórias (91) e de pole positions (68).

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