Brasília. A ordem de prisão contra políticos do PT condenados no julgamento do mensalão renovou a pressão para que o Supremo Tribunal Federal (STF) acelere a análise do chamado mensalão tucano (ou mineiro). Avalia-se que o caso, que trata de denúncias de corrupção na campanha do PSDB ao governo de Minas em 1998, testará a isonomia política da corte.
No entanto, pendências burocráticas deverão fazer com que o processo leve pelo menos mais um ano para começar a ser julgado pelo tribunal. E enquanto o grandioso julgamento do mensalão petista, com 38 réus, alterou a rotina do Supremo e levou mais de um ano para chegar à fase das sentenças, o mensalão tucano, com apenas dois réus no STF, dificilmente mobilizará tantos esforços e atrairá tantos holofotes.
Isso porque, ao contrário do que optou no caso petista, a corte resolveu desmembrar a ação tucana e enviou a tribunais inferiores as acusações contra 13 réus sem direito a foro privilegiado. Com isso, só responderão ao julgamento no STF o hoje deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que em 1998 tentava sua reeleição ao governo de Minas, e o hoje senador Clésio Andrade (PMDB-MG), então vice na chapa de Azeredo.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o mensalão tucano consistiu num esquema de desvio de dinheiro público em Minas para financiar a campanha de Azeredo.
O esquema é considerado pelo Ministério um embrião do mensalão petista.
Desvio
De acordo com a denúncia, com o consentimento de Azeredo, o banco público Bemge e as estatais mineiras Copasa e Comig desviaram R$ 3,5 milhões para a campanha do tucano. Azeredo nega participação no esquema. Andrade, por sua vez, diz que não participava dos gastos da campanha. Questionado nesta semana sobre quando encerraria seu trabalho e levaria os casos à votação, Barroso disse que "o mais rápido que o devido processo legal permitir. Não sei se ainda em 2014".
No entanto, pendências burocráticas deverão fazer com que o processo leve pelo menos mais um ano para começar a ser julgado pelo tribunal. E enquanto o grandioso julgamento do mensalão petista, com 38 réus, alterou a rotina do Supremo e levou mais de um ano para chegar à fase das sentenças, o mensalão tucano, com apenas dois réus no STF, dificilmente mobilizará tantos esforços e atrairá tantos holofotes.
Isso porque, ao contrário do que optou no caso petista, a corte resolveu desmembrar a ação tucana e enviou a tribunais inferiores as acusações contra 13 réus sem direito a foro privilegiado. Com isso, só responderão ao julgamento no STF o hoje deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que em 1998 tentava sua reeleição ao governo de Minas, e o hoje senador Clésio Andrade (PMDB-MG), então vice na chapa de Azeredo.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o mensalão tucano consistiu num esquema de desvio de dinheiro público em Minas para financiar a campanha de Azeredo.
O esquema é considerado pelo Ministério um embrião do mensalão petista.
Desvio
De acordo com a denúncia, com o consentimento de Azeredo, o banco público Bemge e as estatais mineiras Copasa e Comig desviaram R$ 3,5 milhões para a campanha do tucano. Azeredo nega participação no esquema. Andrade, por sua vez, diz que não participava dos gastos da campanha. Questionado nesta semana sobre quando encerraria seu trabalho e levaria os casos à votação, Barroso disse que "o mais rápido que o devido processo legal permitir. Não sei se ainda em 2014".
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