Monday, October 28, 2013

Jovem leva tiro de PM e antes de morrer, pergunta: 'Por que o senhor atirou?'


Redação - 28 de outubro de 2013 às 11:04 (Atualizada em 28 de outubro de 2013 às 13:23)
reprodução
SÃO PAULO (O REPÓRTER) - Mais uma tragédia que poderia ter sido evitada com bom senso. Um jovem estudante, identificado por Douglas Rodrigues, de apenas 17 anos, passava com irmão de 13 anos em frente a um bar quando foi abordado por policiais que estavam averiguando uma denúncia de perturbação do silêncio e foi baleado no peito, na tarde de domingo (27), na Vila Medeiros, na Zona Norte de São Paulo.

Os policiais militares destacados para atenderem a ocorrência se dirigiram para a Rua Bacurizinho, esquina com a Avenida Mendes da Rocha, para checarem o som de um carro tocava funk em um volume muito alto.

A mãe do adolescente morto disse que ele não entendeu por que foi alvo do disparo de um policial militar. “Por que o senhor atirou em mim?”, perguntou o adolescente ao policial, segundo a mãe. A corporação afirmou que o disparo foi acidental. Revoltados com a atuação da polícia, moradores fizeram protesto na noite deste domingo.

Douglas foi levado a um hospital da região, mas não resistiu. “Ele deu o tiro dentro do carro. Não falou nada, não teve nem reação”, disse uma testemunha. O soldado de 31 anos afirmou que o tiro foi acidental. Ele foi autuado em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Em protesto pelo assassinato, moradores colocaram fogo em ônibus e em lixeiras e agências bancárias foram danificadas. A Tropa de Choque interviu para conter os manifestantes.

Segundo a família, o estudante trabalhava em uma lanchonete. “Ele não tinha preguiça de trabalhar. Ele estudava. Estava no 3º ano”, disse a mãe.

Douglas Rodrigues será velado na Igreja Pentecostal Livro da Vida, na Vila Medeiros. Ele será enterrado no Cemitério Parque dos Pinheiros, no Jaçanã, também na Zona Norte.

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