Thursday, October 24, 2013

Professores do RJ decidem encerrar greve em assembleia tumultuada

Paralisação começou em 8 de agosto; rede municipal decide nesta sexta.
Profissionais da educação estavam divididos sobre rumos da greve.

Káthia MelloDo G1 Rio
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Após uma discussão acirrada e com alguns momentos de tensão, profissionais da educação doRio de Janeiro decidiram, às 18h20 desta quinta-feira (24), encerrar a greve iniciada em 8 de agosto, afetando cerca de 45 mil alunos. A assembleia foi realizada no Clube Municipal, na Tijuca, Zona Norte da cidade, com cerca de 600 pessoas presentes, segundo o Sindicato dos Profissionais de Educação (Sepe), e mercada por intensa discussão entre os que queriam a permanência da paralisação e os que preferiam aceitar o acordo com o governo.
Após a decisão, a categoria fez nova votação em que foi decidida pelo estado de greve, para que haja uma nova paralisação caso o governo não cumpra o que foi acordado na reunião desta terça (22), no Superior Tribunal Federal (STF), em Brasília.
Houve momentos de tensão, como logo após a divulgação do resultado. Um grupo contrário ao fim da greve se aproximou da mesa e atrapalhou a continuidade da sessão, que ainda votaria a questão da reposição das aulas. Até as 18h30, a assembleia seguia paralisada.
Mais cedo, outro confusão teve início quando um grupo estendeu uma faixa criticando o sindicato, e outra a retirou, minutos depois. Houve bate-boca e correria, até que a faixa foi recolocada. Dez representantes de cada grupo discursaram. Entre os contra a volta ao trabalho, esteve a ativista Elisa Quadros, conhecida como 'Sininho', que foi presa no dia 14 durante protestos no Centro, e liberada neste sábado (19).
A jovem fez um discurso emocionado, chorou, e pediu pela continuidade da paralisação. Sininho, que não trabalha na rede pública de ensino, é produtora de cinema e ficou conhecida pela militância nos protestos no Rio, como na ocupação da Câmara Municipal.
Faixa que critica direção do Sepe foi motivo de confusão na assembleia dos professores (Foto: Káthia Mello / G1)Faixa que critica direção do Sepe foi motivo de
confusão na assembleia dos professores (Foto:
Káthia Mello / G1)
Acordo em Brasília
O encontro acontece depois de uma reunião entre professores e autoridades, dentre elas o ministro do STF, Luiz Fux, que anunciou umacordo para o fim da greve. Estiveram presentes também o secretário da Casa Civil do Governo do Rio de Janeiro, Regis Fichtner, e o secretário da Casa Civil da Prefeitura do Rio, Pedro Paulo Carvalho Teixeira. Nesta sexta, professores da rede municipal também vão se reunir para discutir a paralisação, no mesmo local.
O acordo impõe a reposição de aulas para que não haja corte do ponto nos salários dos professores faltosos. "A conciliação foi positiva. Os professores se comprometeram a realizar a assembleia para encerrar a greve e, em contrapartida, não haverá corte de ponto nos salários tanto na rede estadual quando na municipal. O processo no STF está extinto", disse Fux na ocasião.

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