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NOTA À IMPRENSA
Rio de Janeiro, 17 de outubro de 2013
Nós, pais de Rodrigo Azoubel, gostaríamos de esclarecer que:
Rodrigo estava, na noite de 15 de outubro, em manifestação em favor dos professores do Rio de Janeiro, quando foi atingindo por bala de arma de fogo que feriu seus dois braços.
Rodrigo foi imediatamente socorrido no local. Esses primeiros cuidados foram dados por socorristas voluntários que acompanham as manifestações no Rio de Janeiro. Médicos nos informaram que sem esse primeiro atendimento talvez Rodrigo não tivesse sobrevivido.
Ele deu entrada na Clínica São Vicente às 21h28 e foi submetido a uma cirurgia. Nenhum projétil foi encontrado em seu corpo. No local dos ferimentos, foram achados vestígios de pólvora.
Durante a manifestação, Rodrigo não portava qualquer tipo de arma. Quando foi atingido pelos disparos, ele exercia o seu “direito de livre manifestação e de reunião em locais públicos", como assegura o Artigo 5o da Constituição da República Federativa do Brasil.
Nosso filho é um jovem que tem o desejo de defender suas idéias e emitir sua opinião. Um cidadão com 18 anos de idade que acredita que a democracia é um regime político que garante a manifestação pacífica, onde não se admite o uso de armas de fogo.
Como Rodrigo, milhares de jovens estão ocupando ruas em busca de uma reflexão e um debate saudável sobre o futuro do Brasil. O que aconteceu com ele abre um perigoso precedente que ameaça a vida de cada um desses manifestantes e assusta não apenas a nós, os pais de Rodrigo, mas a todas as famílias cujos filhos exercem o direito de se manifestar e que agora estão sendo transformados em alvos da violência armada e da criminalização política.
Roberto Azoubel (Pai) e Flávia Lacerda (Mãe)
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