Wednesday, October 23, 2013

Porto Alegre registra alagamentos, granizo e queda de árvores


Temporal, por volta das 17h30min desta quarta-feira, trouxe transtornos aos moradores

Porto Alegre registra alagamentos, granizo e queda de árvores Carlos Macedo/Agencia RBS
Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS
A chuva da manhã desta quarta-feira, que provocoucongestionamentos na BR-116alagamentos na Região Metropolitana, voltou a cair forte por volta das 17h30min, causando, desta vez estragos na Capital. O temporal, que teve até um pouco de granizo, dificultou ainda mais os deslocamentos na hora do rush, deixou carros submersos principalmente na Zona Sul e derrubou árvores.
Poupada durante a manhã, Porto Alegre foi coberta por uma área de instabilidade intensa e ameaçadora no final da tarde. Além dos alagamentos que, conforme os bombeiros, estavam em todas as regiões, a falta de luz deixou semáforos desligados e a queda de árvores trouxe insegurança nas áreas públicas. Só na Região Metropolitana, a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) registrou cerca de 30 mil clientes sem energia elétrica por causa do temporal.
A chuva, que até as 17h tinha acumulado 4,6 milímetros na Capital, trouxe muita água. Três horas depois, já havia chovido 38 milímetros. Conforme a meteorologista Elisa Glitzenhirn, da Somar, o número representa 35% de toda chuva esperada para o mês.
Moradores relataram queda de granizo no bairro Moinhos de Vento e em pontos isolados da Zona Norte. Em avenidas como a Icaraí e a Loureiro da Silva, a água impediu a passagem dos carros. Nas proximidades da Arena do Grêmio, os torcedores precisaram utilizar vias alternativas para chegar ao jogo marcado para as 21h50min.
Os transtornos também atingiram locais cobertos. Por volta das 18h, parte do forro de gesso que reveste o segundo andar do Praia de Belas Shopping desabou. Segundo a assessoria de imprensa, o estabelecimento realiza obras no terceiro piso e a forte chuva provocou um vazamento do terceiro para o segundo andar, que fez com que o gesso caísse. Com o buraco no teto, a água da chuva invadiu o shopping. O local foi isolado para limpeza e o forro foi estancado. Ninguém ficou ferido.
Cerca de uma hora depois uma árvore de grande porte caiu na Rua Santana, ao lado do Colégio Militar, no bairro Farroupilha. Conforme a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o sentido Centro-bairro ficou totalmente bloqueado.
Pela manhã, outras árvores já tinham caído. O incidente foi registrado novamente no Parque Farroupilha (Redenção), onde um eucalipto desabou, em agosto, e matou o juiz do Trabalho Lenir Heinen, 64 anos, em 31 de agosto. Desta vez, guapuruvu de 14 metros caiu e fez outras três árvores despencarem. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) diz que está elaborando o laudo para verificar as possíveis causas da queda, que não deixou ninguém ferido.
Até novembro, a Smam espera que a contratação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo — que utilizará aparelhos para avaliar as estruturas externas e internas das árvores — esteja finalizada. Com a tecnologia, poderá ser avaliado o grau de risco dos vegetais, na tentativa de impedir novas quedas.

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