ELTON LYRIO | emorati@redegazeta.com.br
No ambiente das escolas e das faculdades também há espaço para falar de Deus, ler a Bíblia e até cantar louvores. Do ensino médio ao superior, em várias instituições pelo Estado, grupos de jovens reúnem-se pelo menos uma vez por semana para expressar sua religiosidade. Alguns deles fazem parte de movimentos nacionais. Outros surgem espontaneamente por iniciativa dos próprios estudantes.
Foi o que aconteceu na Escola São Camilo de Lélis, em Alvorada, Vila Velha. Lá tudo começou com três estudantes do segundo ano do ensino médio. Uma delas é Ádila Corsini, de 16 anos, que frequenta a Igreja Batista. Há um mês, ela e amigos criaram o grupo #euganhominhaescolaparajesus.
Ela conta que os amigos sentiram o desejo de levar a religiosidade para o recreio da escola. Ganharam o apoio da direção e de um professor, que os ajuda tocando durante os encontros.
Silêncio e oração
Os encontros são realizados numa sala, conhecida como “sala do silêncio”, duas vezes por semana. Os alunos cantam, leem a Bíblia e fazem orações. “No começo, achamos que todo mundo fosse chamar a gente de ‘pastorzinho’, mas não enfrentamos esse tipo de resistência. As pessoas estão aceitando muito bem”, comenta Ádila.
A estudante revela que a intenção é propagar os valores bíblicos entre os colegas, embora inicialmente o grupo só conte com estudantes que já frequentam igrejas. “Sabemos que, na escola, há pessoas que ainda não se comportam tão bem. Por isso, queremos levar essa palavra, mais em relação aos valores e ao comportamento.”
Foi o que aconteceu na Escola São Camilo de Lélis, em Alvorada, Vila Velha. Lá tudo começou com três estudantes do segundo ano do ensino médio. Uma delas é Ádila Corsini, de 16 anos, que frequenta a Igreja Batista. Há um mês, ela e amigos criaram o grupo #euganhominhaescolaparajesus.
Ela conta que os amigos sentiram o desejo de levar a religiosidade para o recreio da escola. Ganharam o apoio da direção e de um professor, que os ajuda tocando durante os encontros.
Silêncio e oração
Os encontros são realizados numa sala, conhecida como “sala do silêncio”, duas vezes por semana. Os alunos cantam, leem a Bíblia e fazem orações. “No começo, achamos que todo mundo fosse chamar a gente de ‘pastorzinho’, mas não enfrentamos esse tipo de resistência. As pessoas estão aceitando muito bem”, comenta Ádila.
A estudante revela que a intenção é propagar os valores bíblicos entre os colegas, embora inicialmente o grupo só conte com estudantes que já frequentam igrejas. “Sabemos que, na escola, há pessoas que ainda não se comportam tão bem. Por isso, queremos levar essa palavra, mais em relação aos valores e ao comportamento.”
Foto: Gabriel Lordêllo - GZ
Na Escola São Camilo, alunos reúnem-se duas vezes por semana para cantar louvores e ler a Bíblia
Universitários
Reuniões com uma dinâmica semelhante, mas organizadas por jovens católicos, são realizadas em várias faculdades pelo Estado. São os chamados Grupos de Oração Universitários (GOUs), do Movimento Universidades Renovadas, ligado à Renovação Carismática Católica.
Segundo o coordenador Estadual do movimento, Willer Tavares, são 31 grupos espalhados em diversas faculdades e universidades pelo Estado. “Trabalhamos destacando a importância da conciliação entre a fé e a razão, levando as pessoas à experiência pessoal com Jesus, para a partir daí sermos pessoas e profissionais diferentes, construindo a civilização do amor”, enfatizou. Ele disse que a universidade é um ambiente árido para se falar de Deus, mas mesmo assim o grupo não hesita em fazê-lo.
Na Universidade Vila Velha (UVV), o grupo Livres existe desde 2007 e realiza cultos durante os intervalos das aulas, de manhã e à noite. “Nosso objetivo é ser um refrigério para os cristãos na universidade. O centro da nossa pregação é Cristo”, explica um dos articuladores, Giuseppe Avancini.
Grupo foca no estudo da Bíblia
O debate e o estudo dos textos da Bíblia são o foco dos jovens da Aliança Bíblica Universitária (ABU), um dos movimentos pioneiros em levar a religiosidade para o ambiente das universidades.
Coordenadora do movimento em Vitória, a estudante de Enfermagem Dayane Cristine Martins, de 22 anos, que frequenta a Igreja Evangélica Batista explica que, ao contrário de outros movimentos, as reuniões da ABU não possuem característica de culto e louvor.
“Trazemos um texto da Bíblia e também relacionamos com o nosso contexto. A ideia não é fazer um culto, porque muitas vezes esse tipo de reunião acaba afastando quem não é do meio e não entende o ‘evangeliquês’, como costumamos chamar”, argumentou.
Ela conta que as reuniões são organizadas em salas, mas às vezes também em locais improvisados, como em gramados e pedras na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). “As reuniões são rápidas e em um formato mais aconchegante”, diz a jovem, que é mineira, mas se mudou para o Espírito Santo há cinco anos, especialmente para estudar.
Alguns grupos
Escola São Camilo
Durante o recreio:
O grupo #euganhominhaescolaparaJESUS reúne-se às terças e às quintas no horário de recreio, das 9h35 às 10h,
Universidades RenovadasGrupos de Oração Universitários (GOUs):São mais de 30 grupos em faculdades espalhadas por todo o Estado, entre elas Ufes, UVV e Salesiana. Na Ufes, há diversos grupos, por exemplo às quintas-feiras, às 12h30, no Campus de Maruípe e no mesmo dia às 18h na capela do Centro de Vivências
Missas
Na Ufes, também há missas às terças-feiras, às 17h30, na capela do Centro de Vivências próximo ao Cine Metrópolis. Informações na página www.facebook.com/murvix
Aliança Bíblica Universitária (ABU)
Vários grupos
Possui diversos grupos organizados em várias faculdades como Ufes, FDV, UVV e Salesiana. As reuniões costumam ser feitas na hora do almoço ou nos intervalos. Informações: www.abub.org.br
Livres
UVV
As reuniões são realizadas às terças e às quintas, na capela, às 8h55 e às 20h50. Têm formato de culto e duram cerca de 20 minutos
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